1878

Manuel Lemgruber (Manduca), um fazendeiro no Estado do Rio de Janeiro, encomendou os primeiros exemplares de bovinos (denominados Ongole) exóticos (oriundos da Índia), de cor branca ou acinzentada, altos e encorpados, com bastante couro e uma corcova proeminente acima da paleta. Nas décadas subseqüentes, Manduca e seus descendentes Flávio, Agostinho e Otácilio continuaram a criar e selecionar a raça, disseminando-a por todo país através de outros criadores, notadamente Pedro Marques Nunes.
1974

A Manah trouxe a linhagem Lemgruber para seu rebanho em Brotas (SP), quando adquiriu o touro Mistério (RGD 7015) de Geraldo de Paula. Daí por diante, iniciou-se um processo intenso de infusão desse sangue nas mais de 2.000 vacas Nelore P.O. oriundas de destacados rebanhos da época. Até 1.985, a Manah trouxe 65 cabeças do criador mineiro, sendo 10 machos e 55 fêmeas, constituindo-se na base do plantel Nelore da linhagem Lemgruber da empresa. A partir de 1.980, foram adotados métodos científicos de avaliação genética, sendo um dos primeiros rebanhos a realizar mensurações testiculares e a adotar provas de desempenho invdividual a pasto.
1940

Geraldo Soares de Paula, pecuarista de Curvelo (MG), passou a adquirir animais da família Lemgruber. Selecionador nato e com grande intuição, tinha convicção de que a linhagem Lemgruber não deveria ser misturada com as importações mais recentes - notadamente a de 1.960/62. Em suas mãos, a linhagem permaneceu fechada e pura, sem a influência desse sangue novo que propagou-se em grande escala por todas as regiões do Brasil.
2001

Todo o gado Nelore Lemgruber existente em Brotas - constituído por mais de 3.700 animais P.O. - foi adquirido pelos irmãos Fernando Penteado Cardoso Filho e Eduardo Penteado Cardoso, e transferido para a Fazenda Mundo Novo, localizada em Uberaba (MG), dando continuidade à seleção iniciada por Manduca em 1.878 e que teve seqüencia nos trabalhos de Geraldo de Paula e da Manah.